Competências do Recém-Nascido

COMPETÊNCIAS DO RECÉM-NASCIDO

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A família é onde se dão as primeiras interacções entre os diversos elementos que a constituem, através de trocas afectivas, cognitivas e comportamentais entre esses mesmos elementos. Uma das etapas do ciclo vital da família é assinalada com o nascimento do primeiro filho, em que há uma profunda mudança, no qual as mulheres se efectivam como mães e os homens como pais.

O recém-nascido desde os primeiros momentos de vida, encontra-se geneticamente propenso á interacção com a figura humana. As competências sensoriais que possui são reactivas aos estímulos e muitos dos seus sistemas de comportamento reagem perante tais estímulos. É certo que até atingir a maturidade de poder se movimentar até o que deseja alcançar, o recém-nascido é munido de comportamentos tipo reflexos, tais como o sugar, agarrar, e ajustamento postural que promovem a manutenção do contacto físico, exigindo o contacto físico com a sua mãe e quando tal não acontece reage com comportamentos de alerta como o choro ou, o sorriso.

O mundo em que vivemos é fértil em termos sensoriais. A informação chega-nos através dos nossos sentidos e depois de feita a sua integração ou processamento pelo cérebro, somos capazes de actuar. A riqueza das competências sensoriais do recém-nascido é fonte de diferentes oportunidades dos pais conhecerem e interagirem com o seu filho recém-nascido.

Segundo Fodor (2008), os estímulos que se permitem ao bebe têm portas de entrada e portas de saída, que são respectivamente, as competências sensoriais (a visão, a audição, o olfacto, o tacto, e o paladar), e as portas de saída são a resposta obtida pelo bebe do estímulo proporcionado (a motricidade movimento corporal, a linguagem social, a destreza e a cognição).

Fodor, E., Garcia-Castellón, MªCarmen & Morán, M. (2008).Seis Meses Para Toda A Vida. A Esfera dos Livros.Lisboa.

Carla Brazão

Enfermeira Especialista em Saúde Infantil e Pediatria

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