SONO: "Boa noite bebé"!

O sono

sono1Durante a primeira infância, os pais enfrentam dificuldades em como conciliar o seu sono com o despertar nocturno dos filhos. Entre todas as suas preocupações, o sono é aquela que é mais sentida pois questionam se o seu bebé “dorme bem”.
A hora de dormir representa um momento desgastante. O bebé acorda múltiplas vezes durante a noite para ser alimentado ou, já maior, nega-se a ir para a cama, insiste em levantar-se e dormir com os pais. Poder dormir uma noite inteira é um daqueles marcos ansiosamente esperados e adquirir bons hábitos de sono em tenras idades será indispensável para evitar possíveis insónias na idade adulta.
Não existem gotas milagrosas. Mas, alimentar o seu filho de madrugada, embalá-lo até não conseguir mais, levá-lo a passear de carro, deitá-lo ao seu lado para fazê-lo dormir, permitir que fique acordado até se sentir exausto, que veja televisão até à hora que os adultos vão dormir, são procedimentos que apenas prolongam os problemas. Curvar-se ante o anterior, não é solução!
Para a resposta a este tipo de dificuldade, a consciencialização dos pais é imprescindível. A sua ansiedade em algumas vezes pode estar na origem da questão, no entanto, mais do que tentar corrigir um problema de sono na criança, há que prevenir a instalação do mesmo. Para noites de acalmia, os pais poderão ter de passar por dias de movimento.
O sono é uma função vital pois, tal como não se pode subsistir sem respirar, também não se pode viver sem dormir. Desempenha um papel fundamental, mesmo antes do bebé nascer, garante a recuperação física e psíquica e, não suprime apenas o estado de vigília, como também repara todas as suas funções.
Este constrói-se nos primeiros meses de vida e aprende-se… instalando-se progressivamente ao longo do desenvolvimento da criança.
O sono é factor de crescimento e de aprendizagem, reflexo de equilíbrio global, condutor da segurança afectiva e relacional da criança e pode ser um indicador relevante do seu desenvolvimento, maturação e estado de saúde.

Quais os benefícios do sono? O que sucede fisiologicamente enquanto a criança dorme?

sono2Durante o sono, os processos cognitivos organizam-se permitindo a aprendizagem e estabelecimento de ligações entre as células cerebrais, e um desenvolvimento cerebral harmonioso. Além da renovação celular, a cicatrização dos órgãos e tecidos, a síntese de proteínas, a produção de grande número de hormonas ocorrem durante o mesmo e são elementares para o crescimento e saúde do bebé. Não é à toa que os nossos antepassados diziam: “Enquanto dorme está a crescer…”

Mas afinal, o que se passa realmente enquanto a criança dorme?

No decorrer da noite, o sono decompõe-se por cinco fases. A primeira caracteriza-se por uma fase de adormecimento que dura de alguns minutos até cerca de uma hora, onde estímulos como uma porta a bater ou a voz de um familiar, podem ser suficientes para a despertar.
Durante a segunda fase, com cerca de vinte minutos, o sono mantém-se ainda leve e facilmente podem ser acordadas. Já a terceira fase é descrita como a fase do sono profundo, onde dificilmente despertam. Na fase que se segue, as crianças encontram-se mergulhadas num sono intenso, imóveis, insensíveis ao ruído e à luz. A última etapa é muito mais curta que as anteriores e a impressão de que se sonhou toda a noite ou, pelo contrário, que não se sonhou, não existem. Cada fase desempenha o seu papel e todas elas permitem recuperar da fadiga corporal.
Assim, para a criança, um sono adequado de noite além de processar as vivências do dia é condição essencial para um bom estado de alerta durante o mesmo e para uma resposta favorável a interacções sociais e estímulos ambientais.

Como promover um sono regular e saudável?
O que fazer para que o seu bebé durma a noite inteira?

sono3O recém-nascido deve dormir num ambiente calmo e envolvente, com poucos estímulos visuais e auditivos, com uma cama adequada nem excessivamente quente nem excessivamente fria, e com um objecto significativo, como uma manta, chucha, fralda, peluche ou boneco. Estes objectos de transição representam os pais que não estão presentes e tornam-se importantes pois ajudam-no a lidar com a sua solidão/separação. Winnicott em 1999 foi o primeiro a demonstrar a importância desse “objecto transicional” que representa a transição do bebé, de um estado de fusão com a mãe, para um estado de relação com ela, como pessoa exterior e separada de si. Assinalamos que o cheiro desse “objecto” é relevante e não deve ser lavado. Após os seis meses de idade deve-se evitar alimentar-lhe à noite, uma vez que o bebé já não precisa de comer à noite para crescer.
O momento de ir para a cama, numa idade à posteriori, supõe uma dificuldade enorme para a criança, uma experiência problemática, onde deve deixar de brincar, separar-se dos pais e ficar no escuro, presa à sua vida de fantasia, desaparecendo no mundo dos sonhos. O estar acordado é para ela, muito mais excitante do que estar a dormir, pelo que é normal que tente atrasar o momento de ir para a cama, com pedidos contínuos aos pais para que permaneçam ao seu lado.
As situações chave que ajudarão a criança a aprender a conciliar o sono sozinha são:
- A regularidade – Os pais deverão estabelecer uma rotina diária antes de ir para a cama. Determine a que hora quer que o seu filho vá para a cama (deverá ser a mesma durante toda a semana) e crie um ritual para marcar o momento. A última hora de vigília da criança deve ser sequencial na ordem dos acontecimentos: banho, massagem, jantar, lavar os dentes, jogo calmo, falar, história e deitá-la ainda acordada. Nada a favorecerá mais segurança e reinará um ambiente de harmonia, pois estes preparativos permitem acalmar a sua angústia perante a ideia de deixar os pais.
A regularidade pode começar muito cedo, ganhando toda a sua importância no fim do primeiro ano, e deve ser negociada/flexível para que a frustração da separação seja suportável para a criança e gerível para os pais.
- Evite actividades e alimentos estimulantes – Os jogos que requerem muita actividade devem terminar pelo menos uma hora antes de se deitar para não excitar demasiado a criança, e todos os alimentos como o chocolate e bebidas que contenham cafeína não deverão ser oferecidos.
- Ambiente confortável e relaxante – Além de um meio acolhedor, sem barulho ou televisão, dedicar uns minutos antes de dormir e conversar com a criança pode ajudar. “Como é que foi o teu dia?” Sentir que o pai e a mãe a ouvem e que gostam dela, proporcionar-lhe-á grande consolo. Procure no entanto, fazer isso no quarto dela, não no seu. Assim, ao dizer-lhe “boa noite” você sai do quarto dela e não ela do seu.

Nunca suspenda o ritual nocturno para punir um mau comportamento. Mesmo que a tenha posto de castigo, não a deixe adormecer com a noção de que está zangado.
O acto de dormir engloba uma componente biológica, mas é também um acto de aprendizagem. Pouco a pouco, a criança adquire capacidades físicas e mentais e prepara-se para um sono que surge de forma natural.
Contudo, nada é taxativo. Mas é elementar que a criança aprenda uma autonomia de sono através de uma atmosfera de amor.

Porque acordam durante a noite?

sono4Tanto os adultos como as crianças acordam várias vezes durante a noite como parte natural do sono.
No caso dos bebés, existem algumas circunstâncias que podem fazer com que se mantenham acordados por mais tempo, como o caso das cólicas, fome, mudança de fralda, frio ou porque estão doentes. Quando estas necessidades são satisfeitas, o bebé volta a adormecer. No entanto, se o despertar for repetitivo, será necessário procurar o porquê.
sono5Se parece não existir nada de orgânico nem outro tipo de perturbação associada a uma enfermidade, a origem do despertar talvez se encontre nas relações pais/filhos ou no hábito que se adquire. O bebé é uma “esponja” que não sabe falar, mas em compensação sabe muito bem detectar a angústia dos pais. É preciso reconhecer também que a criança aprende a dormir, e se adormeceu em determinadas condições (no carrinho, a mamar, a ser embalada nos braços dos pais, na cama dos progenitores, na voltinha de carro à noite) pode acordar a meio da noite para retomar esse ritual.
O que permite voltar a conciliar o sono depois, é a familiaridade com o ambiente, sentindo que se está no mesmo quarto, com tudo disposto do mesmo modo como no momento que adormeceu.

É necessário levantar-se sempre que o bebé chora? O que fazer se acordar durante a noite?

sono6Estas são duas das maiores dúvidas de debate para os pais. Os pais devem viver com naturalidade o facto de a criança acordar durante a noite.
Não se pode pedir a um recém-nascido de algumas semanas que se acalme sozinho por si só (o bebé precisa de ser tranquilizado) mas também, não se pode pedir aos pais que se levantem de duas em duas horas, e comprometam a sua saúde. Pode-se sim, tentar ajudar o bebé a aprender pouco a pouco a ficar só e facilitar a sua autonomia.
Quando o bebé chora, a primeira coisa a fazer é ESPERAR COM CALMA… não fazer nada para ver se se acalma sozinho. Se os pais cederem e acudirem ao quarto ao mínimo barulho, o bebé habituar-se-á.

sono7Se após um bocado continuar a chorar, pode-se entrar no quarto e permanecer uns minutos para acalmá-lo com palavras tranquilas, oferecendo-lhe o seu brinquedo preferido que os substitui, ou acariciando-lhe a face de forma suave e breve. Deve-se evitar pegar-lhe ao colo, agarrar-lhe na mão, deitar-se ao seu lado na cama, acender-lhe a luz ou qualquer outra coisa que possa estimulá-lo ou fazer parte de tudo aquilo que não possa reconhecer sozinho.
A sua simples presença e uma palavra amável são suficientes para acalmá-lo e permitir que volte aos seus sonhos. A pouco e pouco deixa-se passar mais tempo, antes de entrar no quarto, até que volte a adormecer sozinho. Recorrerá assim, às suas próprias forças e será capaz de se desenvencilhar sozinho e ficar mais independente.
Os pais deverão sair do quarto enquanto a criança ainda estiver acordada. Se mesmo assim, continuar a chorar (depois de se verificar que não tem outro problema), não se deve preocupar com isso nem deve sentir pena do seu filho. Se as dificuldades se mantiverem, os pais mesmo custando, devem aumentar gradualmente o tempo de espera. Ao fim de algum tempo as noites serão mais calmas.
Progressivamente o bebé/criança aprenderá a dormir em condições que reconhece, como dormir no seu quarto, na sua cama, com a sua mascote, sem a presença dos pais, com a luz apagada, sem televisão e quando despertos.
Por volta de um ano e principalmente quando a criança já pode falar, a situação pode parecer mais complicada porque a criança já é capaz de inventar mil e uma desculpas para reter os pais junto à cama. Cabe aos mesmos, distinguir um problema real do simples pedido de atenção e neste caso, deverão manter uma postura de grande firmeza e segurança.
Noutro patamar, existem ainda situações em que a criança adormece sem dificuldade, mas pela madrugada acorda, e vai para a cama dos pais. Aqui, a criança deve ser reencaminhada para a sua cama e quarto, logo que seja notada, para evitar que este comportamento tenda a repetir-se. Ela aprenderá a estar só e a não comprometer a privacidade dos pais.
Pode até ocorrer que ela aumente o choro. Aí, deixe-a, não vá ao seu quarto em menos de cinco minutos. Adopte o método progressivo a cada visita e lembre-se que o choro prolongado não fará mal à criança nem física nem psicologicamente.
Cabe relembrar que ambos os pais devem ser concisos e agir de forma coordenada. Compete também aos mesmos julgar se a criança tem um problema ou se só pretende que fique ao seu lado. Não há receitas! Há crianças que se habituam mais rapidamente outras menos.

Quanto tempo é que o meu filho deve dormir?

 sono8Se o ciclo de sono-vigília de um recém-nascido costuma durar entre três a quatro horas, à medida que o bebé se desenvolve, os períodos em que permanece acordado vão aumentando. A partir dos três meses o seu relógio biológico o ajudará a distinguir melhor entre o dia e a noite e começar ajustar-se ao ritmo circandiano de vinte e quatro horas dos adultos.
Assim, ao nascer, os recém nascidos dormem em média 17 horas por dia. Com quatro a seis meses de idade, 90% dos bebés estão em condições de dormir tranquilos a noite toda e deixar que os pais também o façam. Com um ano de idade, a duração do sono é de 15 a 16 horas. Entre os três e os cinco anos, a média é de 12 horas das quais, 10 a 11 são nocturnas. Entre os seis e os nove anos, a variação é de 11 a 13 horas. Pelos dez anos, a duração média do sono não é mais do que 9 horas, mas estes números são sempre uma média, não uma norma!
O sono aprende-se e a sua regularidade também e depende muito do desenvolvimento do bebé como do comportamento dos pais.

Como o manter seguro no berço?

sono9- Quando comprar o berço procure o símbolo de certificação da união europeia.
- As grades do berço não deverão ter mais de dez centímetros de distância entre si (para evitar que o bebé enfie a cabeça entre elas) e não devem se soltar facilmente. Se a criança conseguir trepar as grades do berço está na altura de a por numa cama.
- O colchão deve ser firme e plano.
- Use roupa da cama feita de materiais não tóxicos.
- Evite peças de roupa desnecessárias nos quais o bebé pode se enrolar.
- Não deixe no berço nada que o bebé possa engolir. Remova objectos que estejam ao seu alcance e retire-lhe a corrente da chucha.
- Quando deitar o bebé, salvo indicação médica, coloque-o de barriga para cima.
- O berço não deve estar perto de radiadores, janelas, cortinas ou outros igualmente perigosos. 

Quando mudar de quarto?

sono10Não se pode responder facilmente a esta pergunta.
Para Brazelton, Pediatra de renome a nível mundial, aprender a dormir sozinho é uma das primeiras etapas da autonomia da criança que dependerá da sua idade e maturidade.
Outrora, a mudança de quarto era recomendada, entre os quatro a seis meses de idade mas, actualmente com o síndrome de morte súbita do lactente, vários estudos revelam que aqueles que dormem no quarto dos pais até aos nove meses, apresentam menor risco de morte. A partir de então sugere-se que a mudança de quarto seja feita por volta dos nove meses de idade. Salientamos que em qualquer um dos casos, após os quatro a seis meses de idade se o bebé ficar no quarto dos pais, deve-se criar um espaço próprio, separado por exemplo por um biombo, favorecendo-lhe desde cedo a sua independência.
sono11 berço ou a cama para a criança simboliza a mensagem “É aqui que dormes… Ficas aqui toda a noite” e aquando desta mudança, os pais deverão incluir palavras de valorização à criança como “crescida” para que se sinta preparada. Deverá habituá-la ao quarto dela à hora da sesta e também durante o dia, ou utilizar uma canção, história no ritual de dormir. Para superar esta fase deve estar presente o objecto de transição para adormecê-la ou sempre que a criança esteja tensa ou magoada, para abraçá-la com o mesmo. Explique-lhe que os pais precisam da sua cama e que precisam de descansar.
Já a mudança de uma criança para uma cama grande deverá ser feita depois dos três a quatro anos, nunca antes, se possível. No caso de haver o nascimento de outro bebé, essa mudança deverá ser cuidadosamente pensada e feita com muito antecedência, pois poderá causar ressentimento.

Deve-se deixar a criança ir para a cama dos pais?

sono12Por vezes, os pais cedem às vontades das crianças para não discutirem durante a noite após um duro dia de trabalho, ou porque é um hábito já estabelecido e sentem que não há volta a dar. Há pais que acabam por dormir na cama do filho, outros deixam que durmam com eles e depois de adormecer, levam-no para o seu quarto. Existem também os que acordam pela manhã e surpreendentemente têm o seu filho no meio deles e por último, os que visitados a meio da noite consentem que ele passe o resto dela na sua cama.
Uma coisa é quando há um pesadelo/medo, ou quando a família atravessa um mau momento ou então quando está doente. Outra coisa é quando as visitas se transformam num hábito difícil de erradicar e interrompem o descanso dos pais.
Levar para a cama dos pais uma criança que não consegue dormir, ou que acorda durante a noite, pode ser uma maneira de tranquilizar e de facilitar o seu sono. Mas, inúmeros especialistas não são a favor desta prática porque não estimula a autonomia da criança e pode ser motivada pela sua vontade inconsciente de separar os pais.
Quando uma criança está muito angustiada é preferível tranquilizá-la para poder retornar ao sono e deixar que os pais durmam. É todavia necessário que isto não se torne um hábito. Se, uma vez por outra, os pais permitirem à criança que durmam com eles, é importante que lhe digam claramente que nessa noite pode ficar, mas que no dia seguinte deverá dormir no seu quarto. Aprender a adormecer e a voltar a dormir sozinha é um direito da criança. Não devem os pais assumir a tarefa e impedir que elas o exerçam.
Deve-se explicar com firmeza que já é crescida e que a partir de então, irá dormir na sua própria cama. Se a criança aparecer no quarto dos pais durante a noite, é preciso dizer-lhe que regresse ao seu. Mantenham-se firmes na decisão, preparem-se para aguentar choros e protestos, mas não fiquem desesperados. É possível que passem uma noite sem dormir mas, sem dúvida, as posteriores serão tranquilas e irão compensar o esforço.
Pode ser suficiente acender uma luz de presença no quarto da criança, deixar a porta aberta ou em último caso, colocar um pequeno colchão no quarto dos pais, explicando à criança que pode deitar-se nele se tiver medo durante a noite, sem os acordar.
Não se esqueça de elogiá-la pela manhã, e exprimir-lhe o quanto está orgulhoso por ela ter dormido a noite toda na sua cama.
Nenhuma actuação dos pais é simples, mas o cansaço e a falta de sono tornam-na sempre mais difícil.

Quais são as perturbações do sono?

sono12São várias as perturbações do sono, mas existem situações em que problemas para os pais poderão ser fenómenos normais. É o caso do sono inquieto, que cuja importância dependerá da sua frequência e intensidade. O sono inquieto regra geral não é motivo de preocupação e o mesmo acontece quando a criança fala alto durante o sono ou ressona.
No que concerne aos terrores nocturnos e aos pesadelos, estes carecem de explicação. Os terrores não são sonhos aterradores mas a criança grita, chora e agita-se assustando os pais. Contudo, no outro dia não se lembra do que a assustou, não fica com medos e neste caso, não necessita de intervenção profunda pois é um episódio passageiro.
sono14Já os pesadelos são sonhos assustadores e acordam a criança, fazem-na chorar, tremer e correr para a cama dos pais. Os pesadelos exigem conforto. Os pais devem ir ter com ela numa atitude de tranquilidade e acalmá-la para que volte a adormecer. Esta perturbação permite à criança libertar tensões emocionais e podem-se tornar um meio para explorar os medos do filho. Uma criança com idade inferior a cinco anos não consegue perceber que o sonho não é real. Só após os cinco anos os pais devem tentar que a sua criança exprima os seus pesadelos através de desenhos ou histórias para levá-la a ultrapassar os seus medos.
sono15O sonambulismo é uma perturbação frequente nas crianças. Estas levantam-se durante a noite para depois tornarem a adormecer. Tal não significa que tenha problemas emocionais e isso deve ser explicado. As causas são hereditárias, embora em alturas em que as crianças estão mais nervosas, qualquer que seja a razão, costumam acontecer com mais frequência. Os pais não devem acordar a criança pois podem assustá-la, devem sim, atender à sua segurança e às rotinas relaxantes antes de ir dormir.


Para o bebé, aprender a dormir é parte integrante da aprendizagem da sua autonomia. Para os pais ensinar um bebé a dormir, ser capaz de separar dele, de se distanciar, é dar ao bebé a oportunidade de “aprender” a tornar-se independente durante a noite.
sono16Para ajudar uma criança a reencontrar o sono, não existem soluções únicas. Aprender a dormir de noite é uma tarefa relacionada com a maturação do Sistema Nervoso Central, com a personalidade do bebé e com a aprendizagem.
 

A criatividade dos pais, intérpretes dos sinais dos seus filhos, e das “luzes intermitentes” que se acendem, ainda é a melhor arma contra as dificuldades do sono… Sem esquecer, porém, a intuição e o amor.
Desejamos a todos os pais, noites de descanso e aos seus filhos, sonhos cor-de-rosa …

Micaela Pestana
Laura Lopes
Enfermeiras do Serviço de Pediatria do SESARAM


Bibliografia: BRAZELTON, T., SPARROW, D. (2007) A Criança e o Sono: o método Brazelton (4ª ed.) Lisboa: Editorial Presença / BRUNSCHWIG, H. (2008) Sono (1ª ed.) Lisboa: Pergaminho / GOMES, C.G. (2009) Cuidar do sono do bebé Revista Referência – II série, n.º 9 Março 2009 / ODRIOZOLE, B. (2006) Problemas durante o sono. In: CASTRO et al Enciclopédia dos pais – Como resolver os problemas da infância -Vol. 5- Parte I. Rio de Mouro: Presselivre. / ODRIOZOLE, B. (2006) O sono da criança dos 1 aos 3 anos. In: CASTILLO et al Enciclopédia dos pais – Qualidade de vida -Vol. 4- Parte II. Rio de Mouro: Presselivre.

 

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